O QUE CONTAVA MEU PAI

“Que coisa entendeis por uma nação, Senhor Ministro?
É a massa dos infelizes?
Plantamos e ceifamos o trigo, mas nunca provamos pão branco.
Cultivamos a videira, mas não bebemos o vinho.
Criamos animais, mas não comemos a carne.
Apesar disso, vós nos aconselhais a não abandonarmos a nossa pátria?
Mas é uma pátria a terra em que não se consegue viver do próprio trabalho?
(Resposta de um italiano desconhecido ao Ministro italiano, a propósito das razões que estavam ditando a emigração em massa nos anos de 1840)
PIETRO STONA
Na comemoração dos 150 anos da imigração italiana para o Rio Grande do Sul não podemos esquecer dos homens, mulheres e crianças que saíram de sua pátria atrás do sonho de melhores condições de vida nas Américas. Assim contava meu pai, Fiorello Stona, nascido no Brasil, descendente da segunda geração de imigrantes e meu amigo Jacques Stona, italiano nato, residente em São Paulo, amante de genealogia, como meu pai, de quem herdei essa mesma paixão. Conheci Jacques já adulto, através de minhas andanças e pesquisas. Seus relatos sobre a imigração da família Stona, tendo à frente Pietro Stona que nasceu em 1858. Catarina Lazzari, em 25 de novembro de 1861, preencheram as lacunas que meu pai e meu avô João Stona não sabiam explicar da história de nossa família.
Para uma localização geográfica do leitor, as raízes dos Stonas estão mais ou menos 60 Km de Vicenza, no L’Altipiano di Aziago, perto a uma estação de inverno de Gallio. O LÁltipiano está situado em um triangulo entre Verona – Trento – Bassano. Entre as montanhas de 2 a 3 mil metros no Norte e Vicenza ao sul.